Família de Moïse passa a ser administradora de quiosque no RJ

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A woman rides her bicycle next to a banner, placed by members of the Rio de Paz NGO, that reads "We fled Congo so they wouldn't kill us. But they killed my son here." the phrase said by Lotsove Lolo Lavy Ivone, mother of the Congolese refugee Moise Kabagambe who was beaten in a beachside kiosk, at Barra da Tijuca beach in Rio de Janeiro, Brazil, February 4, 2022. REUTERS/Sergio Moraes

A família do jovem Moïse Kabagambe participou de uma reunião na Prefeitura do Rio e recebeu a concessão para administrar um dos quisoques da orla da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, até 2030. O congolês de 24 anos foi espancado até a morte no último dia 24. Um projeto vai transformar os quiosques Tropicália e Biruta em um memorial em homenagem à cultura congolesa e africana.

“Desde o início entendíamos que a gente deveria lembrar permanentemente as pessoas do absurdo crime cometido contra uma pessoa, no caso o Moïse. Entendemos que isso poderia se juntar à presença da própria família do Moïse ali. É uma oferta feita pela prefeitura, mas também da Orla Rio”, afirmou Eduardo Paes, que esteve presente no evento.

Segundo Paes, a concessão dos dois quiosques ficará com a família até fevereiro de 2030. “A decisão é de fazer a concessão, a entrega desses quiosques, para a família do Moïse. A Orla Rio está entregando uma carta compromisso, em que se compromete a ceder os dois quiosques, onde estão os quiosques Tropicália e Biruta, até fevereiro de 2030”.

Ainda de acordo com o prefeito do Rio, o Tropicália foi entregue imediatamente, mas o quiosque Biruta está aguardando uma questão judicial. A ação conta com parcerias da Fundação João Diamante, SindRio (Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio), Danni Camillo e Instituto Akhanda.

Créditos: Portal iG