O indigenista Bruno Pereira foi parceiro da Justiça Eleitoral e desempenhou um papel-chave nas eleições de 2014, quando garantiu a instalação de urnas eletrônicas dentro do Vale do Javari. A PF investiga cinco suspeitos de envolvimento no assassinato do indigenista e do jornalista inglês Dom Phillips.
Em 2014, pela primeira vez, as eleições chegaram à região do Vale do Javari, no extremo oeste do Amazonas. Na época, viviam cerca de 5,5 mil indígenas das etnias Marubo, Matís, Mayuruna, Kanamari e Kulina.
Naquela eleição a Fundação Nacional do Índio (Funai) atuou em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) para proporcionar as condições mais adequadas de participação da população indígena no processo eleitoral, criando seções eleitorais no interior da reserva, uma demanda histórica.
“O Bruno ajudou a montar a estratégia para a instalação dessas urnas, participou de todas as reuniões com a Justiça Eleitoral, indicou a melhor aldeia para ser instalada. Era uma prioridade para ele, que tinha a intenção de dar voz àquele povo. Era um pleito dos indígenas e ele como coordenador da Funai estava atento a isso”, disse à coluna a juíza eleitoral Bárbara Folhadela, que atuou na região de Atalaia do Norte de 2007 a 2015.