Marcelo Adnet criticou o negacionismo e a atuação do governo do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia da Covid-19.
“O bolsonarismo, ele tem uma coisa assim, que tudo bem matar as pessoas, não tem problema matar, afinal de conta as pessoas merecem morrer na cabeça dessas pessoas. Só que se você chamar, por exemplo, você falar ‘Bolsonaro é viado’. Isso vai machucar ele. Porque ele não se incomoda de ser assassino. Mas são pessoas que são extremamente preconceituosas, tem coisas que a ofendem muito”, desabafou durante o programa “Papo de Segunda”, com o apresentador Fábio Porchat.
Em seguida, o humorista disparou. “É engraçado isso. É um cara (Bolsonaro) que foi muito incomodado pelo humor. (…) Eles temem essa desconstrução, eles temem essa porrada. E é importante pra caramba no Brasil que a gente tá vivendo (…) O bolsonarista, ele se ofende com certas brincadeiras. Chamar de assassino, que mal tem? Mas beijo gay é o problema.”
Adnet também comentou sobre a CPI da Covid e alfinetou artistas que não se posicionam contra o governo. “Eu prefiro ser odiado, perder seguidores, perder trabalhos, mas não guardar aqui dentro as coisas que eu penso. Acho isso horripilante. Acompanhar a CPI é muito importante. (…) Tá todo mundo revoltado, chateado, os absurdos são diários, você não consegue dirigir um absurdo porque vem outro logo depois. É muito problema, muito estresse, a gente fica muito abalado e cada um faz o que pode. Narrar essa CPI tem uma coisa de levar as pessoas a olharem pra ela, porque ela é muito importante. E numa linguagem popular, engraçada. Então acho que tem a ver com isso sim, você botar pra fora”, confessou.