Para o feito, cientistas usaram um porco cujos genes haviam sido alterados para que seus tecidos não contivessem mais a alfa-gal, molécula conhecida por desencadear a rejeição quase imediata. O animal foi chamado de GalSafe.
A receptora foi uma paciente com morte cerebral com sinais de disfunção renal. A família consentiu com o experimento antes que ela fosse retirada do aparelho de suporte de vida, conforme os pesquisadores. Por três dias, o novo rim foi anexado aos vasos sanguíneos e mantido fora do corpo dela, dando aos profissionais da saúde acesso a ele.
No geral, os resultados dos testes da função do rim transplantado “pareciam bastante normais”, diz o cirurgião do transplante Robert Montgomery, líder do estudo. O nível anormal de creatinina do receptor, um indicador de função renal deficiente, voltou ao normal após o transplante, diz.
O rim produziu “a quantidade de urina que você esperaria” do órgão humano humano transplantado, avalia, sem que houvesse evidências da rejeição precoce e vigorosa observada quando rins de porco não modificados são transplantados para primatas não humanos.
No Brasil, até junho deste ano, 26.230 brasileiros estavam na fila de espera por um rim, segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO). O número representa mais da metade (57%) das pessoas que esperam por um transplante no País.
Como mostrou o Estadão, em 2020, o número de transplantes de órgãos realizados caiu 37%, as doações de órgãos também reduziram, com queda de 8,4% em relação aos dados de 2019. A redução foi consequência da pandemia do coronavírus, de acordo com o Ministério da Saúde.
Créditos: Portal Terra