Ministério Público encontra indício de que Flávio Bolsonaro operava com dinheiro vivo

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The president-elect of Brazil, Jair Bolsonaro (L) and his son Flavio Bolsonaro (R), arrive for a press conference on the appointment of the ministers of Citizenship, Tourism and Regional Development at the headquarters of the transitional government in Brasilia on November 28, 2018. (Photo by Sergio LIMA / AFP)

Chamou a atenção dos promotores do Ministério Público do Rio a aparente repulsa de Flavio Bolsonaro a cartões de crédito e débito.

Na denúncia contra o parlamentar, os investigadores apontam que, entre 2007 e 2009, apesar de ter como única fonte de renda tributada o salário de deputado estadual, o 01 quase não usava serviços bancários.

Mas o que isso significa? Ao menos para o MP-RJ, revela a predileção por transações em dinheiro vivo, mais difíceis de serem mapeadas pelos órgão de controle fiscal.

Ao longo dos três anos analisados, os pagamentos das faturas de cartões de crédito da excelência somaram R$ 7.025,13 – uma média apenas R$ 195,14 ao mês. Em 21 dos 36 meses esquadrinhados, foram identificados somente o pagamento das tarifas de manutenção do cartão (R$ 8,33), ou seja, gasto zero.

Já quando o assunto eram os cartões de débito, o MP apontou que, nesse período, Flávio Bolsonaro gastou R$ 7.092,04, o equivalente a R$ 197 por mês.

Créditos: Veja