Em uma publicação feita na quinta-feira, o Partido da Causa Operária (PCO) se perdeu na personagem e saiu em defesa do jogador de vôlei Maurício Souza no que chamou de “inquisição identitária”.
O partido, considerado de extrema esquerda, defendeu que o atleta “nem sequer pode expressar suas opiniões” e “a liberdade de expressão fica cada vez mais ameaçada”.
Os argumentos utilizados se assemelham aos usados por bolsonaristas nas redes sociais, que também se posicionaram ao lado do esportista. Apesar de estarem em espectros políticos opostos, não é a primeira vez que esses grupos defendem pautas similares.
Maurício, que integrou a Seleção Brasileira nos Jogos de Tóquio, foi desligado de sua equipe, o Minas Tênis Clube, após pressão de internautas e dos patrocinadores do seu clube. O movimento foi motivado por uma publicação homofóbica do atleta, no dia 12 de outubro, em suas redes sociais. Ele se mostrou incomodado com o fato de um personagem fictício, o Super-Homem, surgir bissexual na nova edição da revista da DC Comics.
Com a repercussão nos últimos dias, políticos e militantes bolsonaristas se posicionaram majoritariamente em favor do atleta, enquanto a grande maioria de parlamentares e personalidades de esquerda repudiaram a atitude de Maurício e defenderam seu desligamento do clube – à exceção do PCO, que se diz de esquerda.
Veja no tweet: